terça-feira, 1 de novembro de 2011







Suicídio

Não espere por uma crise para descobrir o que é importante em sua vida.
Platão.

O tema de nosso estudo nesta publicação nos fará percorrer as noções básicas de um fenômeno humano intrigante, de muita importância para todos nós e que solicita dos estudiosos das ciências da Saúde Mental posicionamentos e orientações urgentes. Em todo o mundo é muito grande o número de pessoas que morrem por suicídio e nos EUA, por exemplo, as estatísticas revelam 30.000 mortes por ano.
Muitos psiquiatras e psicoterapeutas desenvolveram a noção de que  meu paciente está em sofrimento mental mas pelo menos isto não é uma doença fatal``.
As estatísticas estão mostrando que isto é um equívoco uma vez que a taxa de suicídio como porcentagem de todas as causas de morte em pacientes psiquiátricos atinge aproximadamente 20% nos pacientes com transtorno bipolar, 15% nos alcoolistas, 15% nos pacientes com transtorno depressivo e 10 e 13% nos esquizofrênicos.
Podemos ver que não há razão para muita tranquilidade e os riscos de suicídio requerem atenção dos que cuidam da saúde física e mental, permitindo ações coordenadas de prevenção e tratamento.

Como podemos definir o suicídio?

O suicídio é definido como uma morte auto-infligida, intencional. Deve ser diferenciado da tentativa de suicídio que é um ato não letal que tem a morte como sua meta, aparentando a vontade de morrer.

O número de tentativas de suicídio é muito maior do que os suicídios realizados?

Sim. Para cada suicídio há um grande número de tentativas de suicídio e gestos suicidas que são indicadores de intenção com um conteúdo manipulativo do ambiente e das pessoas à volta.
Os homens cometem o suicídio 3 vezes mais que as mulheres e as mulheres tentam 4 vezes mais que os homens.
Mesmo quando as tentativas de suicídio parecem manipulativas e leves elas devem ser encaradas com seriedade pois indicam uma pessoa em sofrimento e com poucos recursos mentais para fazer face às circunstâncias da vida.

Quais as características das pessoas que realizam com mais frequência o ato suicida?

As pessoas que estão em maior risco são as portadoras de transtornos mentais e de doenças físicas mutilantes ou que produzem dor, com idade mais avançada, isoladas socialmente, com pouco suporte familiar, com pouca flexibilidade mental frente às mudanças sociais e econômicas e que estão passando por situações estressantes ou humilhantes ou de perdas materiais ou afetivas.

Existe suicídio de crianças?

É extremamente raro a ocorrência de suicídio até os 12 anos. Tipicamente o suicídio é uma ocorrência das faixas etárias mais altas mas ultimamente tem sido observado um grande aumento do número de suicídio nos que estão entre 20-40 anos, constituindo uma importante causa de morte nesta faixa etária.

As pessoas que pensam muito em suicídio tem um risco maior?

Sim. A chamada ideação suicida que é constituida pelos pensamentos recorrentes de procurar a própria morte é um ingrediente do risco suicida embora muitas pessoas que a manifestam não chegam a fazer nenhuma tentativa.

Quais são os métodos mais habituais de cometer um suicídio?

Os homens tendem a usar métodos mais violentos como saltar de lugares elevados e o uso de armas de fogo.
As mulheres tendem a usar medicamentos ( principalmente psicotrópicos), venenos e ferimentos ( cortar os pulsos). Mas isso é algo muito relativo... Há várias maneiras e a principal delas é o enforcamento .

Qual é a motivação das pessoas que tentam e que realizam o suicídio?

O motivo mais determinante das tentativas e dos suicídios realizados é escapar de um sofrimento mental considerado insuportável e a pessoa não consegue ver outra forma senão esta. Os suicidas têm um estreitamento na maneira de ver o mundo e a sua vida que é denominado ´´visão em túnel``. Não conseguem ver alternativas que estão disponíveis e se sentem sem saída.
Outros aspectos motivacionais incluem o vingar-se com a própria morte de pessoas que a tenham ofendido, desprezado ou humilhado.

Quais são as fantasias mais frequentes nos suicidas?
 
São as fantasias de reunião com pessoas queridas que já morreram, de adquirir poder e contrôle sobre as pessoas, de renascimento (voltar para uma vida melhor, com menos sofrimento e melhores condições).
Há casos em que as fantasias evoluem para um delírio e a pessoa comete suicídio na crença de modificar o mundo com seu gesto, de redimir a humanidade pecadora.
São comuns as fantasias autopunitivas.


Há uma herança genética da tendência suicida?

A observação clínica, os estudos das famílias de suicidas, os estudos de gêmeos e filhos adotados revelam a existência de fatores genéticos na propensão e risco de suicídio.

Como os fatores genéticos determinam uma probabilidade maior de que a pessoa cometa suicídio?

Os estudos do líquido cefalorraquidiano de pessoas que cometeram suicídio levam à hipótese de uma falta de um neurotransmissor ( substância química que participa da transmissão de mensagens entre as células do sistema nervoso) a serotonina.
Esta substância está implicada na ocorrência de depressão que, como já vimos traz um risco elevado de suicídio. O fator genético levaria a uma baixa produção de serotonina.

A ocorrência de um suicídio pode influenciar outras pessoas a fazer o mesmo?

Sim. É bastante conhecido o fenômeno de contaminação suicida. Se um suicídio é muito divulgado ele vai desencadear uma série de outros de pessoas que, obviamente já eram suicidas em potencial.
Este fenômeno ocorre, às vêzes, entre adolescentes que tentam ou cometem suicídio da mesma maneira que um jovem o fez.

É verdade que falar com um amigo ou familiar sobre um comportamento considerado suicida ou preocupante pode desencadear o suicídio?

Não. Este é um dos mitos em relação ao suicídio. Não é falando e discutindo francamente com uma pessoa acerca de suas idéias e tendências suicidas que ela entrará em risco. É justamente o contrário; quando uma pessoa pode falar e encontra compreensão do seu sofrimento é que o risco diminui.

Quais são as razões que levam uma pessoa que apresenta os fatores de risco a não cometer o suicídio?

As mais comuns são:
- responsabilidade com a família e principalmente com filhos. ´´ Não posso deixar meus filhos para outros cuidarem, minha família depende de mim``
- medo do suicídio. ´´ Não tenho coragem suficiente para fazer isto, tenho medo de falhar na tentativa``
- medo da desaprovação social. Temor do que as pessoas venham a pensar de seu ato.
- Objeções religiosas. ‘’A minha religião proíbe. ‘’Será um pecado muito grande’’. ‘’Tenho medo de ir para o inferno.’’
- Idéias de enfrentamento e sobrevivência ´´ Tenho que enfrentar este momento difícil que irá passar. Ainda tenho muito para fazer na vida``


Podemos então concluir que o ato suicida é multifatorial?

A ocorrência do suicídio é determinada por vários fatores que se somam. Ao sentimento de desesperança e intensa dor psíquica somam-se outros fatores, como isolamento social, estresses da vida profissional, mudanças bruscas na situação social e financeira, envelhecimento e diminuição de possibilidades, alterações de saúde, transtornos mentais e outros fatores.

É conhecido o fato de que muito suicidas estiveram em consulta médica no período recente que antecedeu o suicídio. Por que não é detectado o risco?


Muitas pessoas que já têm uma decisão de cometer o suicídio não discutem as suas idéias com ninguém, nem mesmo com o médico e isto dificulta a detecção da intenção suicida.
Muitas vezes o médico não está suficientemente atento aos fatores de risco para provocar o assunto na consulta médica.

É possível a prevenção do suicídio?

Sendo um acontecimento multifatorial a prevenção é difícil. Em alguns dos fatores do suicídio pode haver a intervenção de ações de saúde mental. Em outros fatores que têm determinantes sociais e econômicas isto não é possível.

Quais são os sinais, sintomas e dados de história de vida que alertam para um risco suicida e podem possibilitar uma ação preventiva?

Podemos citar:
1- Tentativa prévia ou fantasia de suicídio
2- Ansiedade, depressão e esgotamento
3- Disponibilidade de meios de suicídio
4- Preocupação com as consequências do suicídio em membros da família
5- Ideação suicida verbalizada
6- Preparação de testamento e estado de resignação após uma depressão agitada
7- Proximidade de crise vital como luto ou cirurgia a ser feita
8- História familiar de suicídio.
É importante ressaltar que os estudiosos deste assunto ainda não produziram nenhum instrumento de detecção de risco de suicídio que seja de utilidade na prática clínica. O que conta mais nas ações de prevenção e detecção do risco é a experiência clínica do médico ou terapeuta que atende o paciente.

Como podemos ajudar a salvar vidas e proteger pessoas dos riscos que elas representam para si mesmas?

Divulgando idéias científicas a respeito deste tema, procurando conhecê-lo mais profundamente, ajudando a eliminar os preconceitos que envolvem os suicídios e os mitos que dificultam a abordagem. Devemos estar atentos às pessoas que apresentam os fatores de risco que estudamos e encaminhá-los, sempre que possível, a profissionais de saúde mental com experiência para avaliar a extensão dos riscos.

Podemos falar de tratamento do suicídio?

As pessoas que conseguiram realizar o intento suicida já não podem ser objeto de nenhuma ajuda mas os seus familiares e principalmente os filhos podem ser ajudados na minimização dos danos provocados pelo suicídio, o que será preventivo da ocorrência de outros.
Os que escaparem do suicídio devem ser objeto de cuidados especiais.
Alguns devem ser hospitalizados para maior segurança mas a grande maioria pode ser tratada ambulatorialmente.
É necessário que a família exerça uma vigilância intensa ( após uma tentativa outra é mais provável principalmente nos 3 primeiros meses ), elimine os meios disponíveis para suicídio.
É necessário o tratamento de transtornos mentais que possam estar presentes, bem como de doenças físicas que produzem dor, preocupação com sobrevivência e desesperança.
É necessário oferecer suporte social e familiar às pessoas mais isoladas.
O médico clínico poderá indicar à família onde procurar ajuda para enfrentar o problema.

Existe um questionamento de que o suicídio pode representar um ato positivo, racional, em alguns casos?

Citaremos o exemplo de uma história clínica para que cada um avalie se existe esta forma de suicídio.
A paciente Da. Clara, de 75 anos, teve recentemente um infarto do miocárdio extenso e sério, já que apresentava um grande entupimento das artérias do coração. O seu cardiologista indicou uma cirurgia de revascularização de alto custo e risco ( o plano de saúde de Da. Clara ficou perdido após o pagamento de muitos anos porque a empresa faliu). Os filhos se dispuseram a pagar o tratamento.
Da. Clara recusou o tratamento e começou a sofrer de dores intensas, que comprometeram a sua qualidade de vida. Uma semana após o infarto ingeriu uma mistura de vários medicamentos e amanheceu morta. Deixou uma carta explicando as suas razões e manifestando agradecimento a seus familiares. Alegou não querer gastar recursos financeiros em ´´ uma causa perdida ``. Disse ter vivido uma bela vida e não viu sentido em continuar vivendo uma vida sem dignidade e cheia de sofrimento

Autor: Dr. Osvaldo Lopes do Amaral.

Piadinha desnecessária :
Por que os suicidas são legais e simpáticos ?
*
Por que não é você que eles pretendem matar .
Hahaha
(Nem teve graça).

- Contra ao suícidio e a favor da vida

Há coisas tão boas na vida, viajar , conhecer pessoas novas, lugares novos, aprender, explorar, rir ...
Sempre haverá o lado bom das coisas.
Dá maldade, do pecado...
Tente controlar sua mente, pense que  tudo dará certo, dê uma chance a si mesmo, nunca desista dos seus objetivos e sonhos.
Como diria o grande gênio Charles Chaplin... A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos.


Faça tudo que lhe agrade...
Talvez um dia vc olhe para atrás e diga: Eu me arrependo, das coisas que não fiz,  dos dias felizes que não vivi, dos sorrisos que perdi .
Bem... um dia pode ser tarde demais para poder voltar atrás, pra poder recomeçar novamente .
Nunca perca as oportunidades que a vida lhe proporciona.
Mesmo que a vida tente derruba-lo.
Mostre que vc é mais que isso...

NUNCA DESISTA.

Beijo a todos e obrigada pela visita.
Voltem sempre.

Geentyna.



O único consolo que sinto ao pensar na inevitabilidade da minha morte é o mesmo que se sente quando o barco está em perigo: encontramo-nos todos na mesma situação. 
Leon Tolstoi.


Feliz Halloween atrasado.
Doces ou travessuras ?
Psicopatia e chocolates ?

Obg queridos e até o próximo post :*




A vida só pode ser compreendida, olhando-se para trás; mas só pode ser vivida, olhando-se para frente.
Soren Kierkergaard.


Lá vai alguns casos (reais) de suicídio:






Na 6ª feira 13, homem de 27 anos se enforca em Eunápolis 



EUNÁPOLIS, 15 de setembro de 2007 - Um homem de 27 anos tirou a própria vida, em mais um caso de suicídio em Eunápolis. Ronaldo Adorno da Silva, recém-separado da esposa, de 22, com quem tinha uma filha de 3 anos, se enforcou com uma corda de nylon. O fato aconteceu na manhã desta sexta-feira, 13, por volta das 11h00min da manhã, no Loteamento Santa Rita, região do bairro Dinah Borges, na cidade de Eunápolis.
Algumas testemunhas, que trabalhavam numa construção ao lado, disseram que Ronaldo parou debaixo de uma jaqueira, com a bicicleta que usava para vender produtos de limpeza. Ele teria ficado alguns minutos imóvel, pensativo. Em seguida, subiu na árvore, de onde pulou com a corda amarrada no pescoço.

O delegado Antonio Alberto Passos de Melo, que fez o levantamento cadavérico, disse que Ronaldo planejou todos os detalhes da sua morte. Saiu de casa, no bairro Recanto das Árvores (Região do Minas Gerais), com tudo planejado, deixando celular, documentos e um bilhete, que não teve tempo de entregar ao pastor da igreja evangélica onde congregava. Na carta estava escrito: "Senhor, se minha esposa voltar pra mim em 30 dias, doarei minha bicicleta para a caridade da igreja".

O sogro de Ronaldo falou que ele era uma pessoa tranqüila e que se separou da sua filha sem brigas. Informou ainda que o casal morava em sua residência, no Dinah Borges e que torcia para os dois reatarem o relacionamento. 

Algumas horas antes de se matar, Ronaldo passou na casa dos sogros e deu um longo abraço em sua filha, mas ninguém imaginou que seria uma despedida.

Assassinato na cidade de Andirá – Paraná.






 Segundo Informes de testemunhas esse caso ocorreu na Cidade de Andirá - Paraná,
este rapaz levou vários golpes de facão devido a um assassinato que ele cometeu, logo após o assassino subiu em uma caixa de reservatório de Andirá para se suicidar...Motivo: A População iria lixar.

Suicídio na Linha de trem.

HOMEM POE A CABEÇA EM BAIXO DA RODA DO TREM ESSE ACONTECEU NO DIA 08 DE SETEMBRO DE 2005 AS 03:25 DA MADRUGADA EM LORENA SP.


Pintor Suicidou-se Em Casa E Deixou Bilhete Para A Filha


Motivado pela solidão que sentia o pintor Josenilton Dias Cadete (39), depois de vasculhar suas lembranças e ler a Bíblia, Josenilton colocou bancos um em cima do outro e amarrou fios e corda na viga do telhado e se enforcou.
Segundo o seu irmão era um pintor muito conceituado e fazia diversos trabalhos para toda a cidade, mas sentia solidão, foi o que ele deixou escrito em um bilhete deixado para a sua filha de aproximadamente 13 anos. Segundo informações ele havia se separado da esposa há algum tempo atrás

Um caso para psicólogos e psiquiatras

De todas as mortes acontecidas em Eunápolis, o suicídio é em menor escala, porém uma coisa chama atenção da reportagem é a "depressão". Sistema nervoso abalado, necessidades pessoais ás vezes as mais simples porém muito importante para a pessoa, e o que mais incomoda "a solidão". Neste caso um bilhete foi deixado e pelos dizeres evidencia-se que a solidão foi mais forte. Sem ajuda, sem a aproximidade de parentes, algumas fotos e uma Bíblia aberta no livro de "Salmos", e mais nada. Simplesmente "solidão".






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